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Alter do Chão: uma aventura na Amazônia

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Antes de mais nada queria agradecer a Carol Cabral (que conheci nesse ano novo) por ter descoberto esse lugar (longeeeee, mas lindo) e contado para nós. E agradecer mais ainda as 6 integrantes do grupo (comigo 7) por ter tornado essa viagem inesquecível!

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Vamos lá… onde fica Alter do Chão??

AQUFER~17 horas de vôo até Santarém, com conexão no Rio de Janeiro e escala em Belém (tem gente que demora mais)… e, independente da temporada, a passagem é beeemm salgadinha (aproximadamente R$ 2.500)… por isso eu resolvi ir de milhas (que também não foi a melhor opção… mas pelo menos não gastei tanto assim).

Em Santarém, pegamos um táxi até Alter do Chão (aproximadamente 30 minutos).

Chegando lá, fomos direto para a Pousada Águalinda, deixamos as malas e fomos conhecer a cidade. Primeira parada para comer (estávamos quase desmaiando de tanta fome rs): Restaurante Parada Obrigatória (ficava ao lado do nosso hotel).

A cidade, como eu imaginava, é bem pequena. Bem coisa de interior… uma pracinha, uma igreja e uma rua principal… mas é linda demais! A noite, começamos a explorar os restaurantes (que também não eram tantos assim) e sentamos em um italiano (quase um boteco) que tinha uma comida bem gostosa!

Toda noite em Alter tem show de Carimbó (uma música bem típica da região)… e o mais conhecido lá é o Bar do Carimbó (que na verdade não tem esse nome… mas todo mundo conhece assim). É um restaurante, que após a meia noite, recebe as pessoas para um show típico (eu acabei não entrando nenhum dia lá… mas passei na porta e parecia estar bem animado).

Durante o dia em Alter vale a pena fazer TODOS os passeios. Porque, na cidade mesmo só tem “praias” locais… ou seja, sempre muito cheias (nessa época do ano) e não tão bonitas. De qualquer jeito, a Ilha do Amor (em frente a cidade) deve ser visitada… mas é realmente muito cheia (passamos apenas 1 dia lá, esperando toda a turma chegar).

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Todos os outros dias, fizemos passeios ou estávamos nas festas organizadas pela Soul Kitchen:

Flona: um passeio pela comunidade Jamaraquá e na floresta primária, com trilhas ecológicas, onde pode ver a árvore gigante (Samaúma). No final do dia, em Jamaraquà, se pode praticar mergulho nas águas cristalinas do igarapé (verdadeiros aquário natural).

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Restaurante Casa do Saulo: uma das festas foi na praia do restaurante Casa do Saulo. Uma delicia… praia particular. O almoço foi embaixo, mas o restaurante em cima é incrível… uma vista linda… e a comida melhor ainda!

Lago verde: na minha opinião, o melhor passeio (não sei se é porque tínhamos um guia muitIMG_20141230_202235o bom… e o dia estava lindo). Mas logo de manhã o Pitó (o guia) foi em nossa pousada buscar a gente e fomos para o barco. Nesse dia nos dividimos em 2 barcos (porque conhecemos 3 meninos na pousada que quiseram ir junto no passeio) e fomos ao Lago Verde. Passamos pela Ilha do Amor (de barco), depois fomos ao Igarapé do Macaco (onde o Pitó fez uma demonstração de pesca e depois mergulhamos com máscara). Saindo de lá, fizemos algumas paradas: comemos formiga (Saúva), paramos para cortar uma árvore e tirar o Latex dela, passamos pela Praia de Muretá e chegamos em Pindobal (a praia mais gostosa de todas). Lá, ficamos em uma maloca, de frente ao rio, curtindo o resto do dia.

No final do dia, fomos a Ponta do Cururu, ver o famoso por do sol de Alter.

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Maguari: uma praia também deserta… onde tivemos outra festa. É bem bonita… mas sem estrutura nenhuma. Vale a pena dar uma parada.

Ponta das Pedras: a caminho de lá, passamos por Lago do Tapari e Lago Negro (dois lugares muito bonitos para parar e se refrescar). Em Ponta das Pedras vale a pena passar o dia também… é uma praia como todas as outras, mas com menos gente e mais estrutura.

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Ponta do Icuxi: eu não fiz esse passeio porque não deu tempo… mas dizem que é lindo. Fica no rio Arapiuns – Localizado à margem esquerda do rio Tapajós – com acesso exclusivo por via fluvial, duas horas e meia em barco de Alter do Chão. No verão as praias surgem com bancos de areia branquíssima e águas claras.

Canal do Jarí: Passeio de um dia inteiro, margem esquerda do Rio Tapajós. Esse passeio é para quem gosta de animais… lá tem muitas espécies de animais como jacarés (no verão), macacos, preguiças, e uma grande variedade de pássaros.

No dia 31 e 1 ficamos pela cidade mesmo… primeiro, porque tínhamos que estar cedo na pousada para nos trocar… e depois que, no dia seguinte, cada uma acordou em uma hora do dia e fez a programação que eu queria.

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Teve apenas uma coisa que queria fazer… e não fiz (não deu tempo… porque ia fazer no últimos dia… e choveu!): Serra da Piraoca – um lugar que você pode ver a cidade inteira em uma vista panorâmica.

Outra coisa que não deixo a desejar foi a comida (e olha que eu não gosto de peixe). Tinha muita opção e até mesmo os peixes eram muito bons (porque é de rio):

Parada Obrigatória: restaurante bom, na rua principal.

Farol da Ilha: restaurante na rua da praia, muito gostoso, porém o atendimento é muito ruim.

Italiano (fica na praça principal): é muito bom para quem quer diversificar e comer uma massa

Churrascaria (não me lembro o nome, mas é a única que tem na praça principal)

Casa do Saulo: tem um na cidade

X-Bom: uma hamburgueria maravilhosa (mas não tem batata frita)

Esse foi o resumo do meu ano novo… muito bem aproveitado!! E uma amiga minha me perguntou: mas vale a pena ir pra lá ou para o Nordeste? A minha resposta foi: se você não conhece o Nordeste, tome vergonha na cara e vá! Depois você começa a ir para esses lugares mais rústicos… realmente eu só fui para o Pará porque as minhas opções de ano novo dentro do Brasil estão acabando (e não quero repetir)… eu sou suspeita, adoro conhecer lugares novos!

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Marcella Romani

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Como eu escolhi o Pará para a virada do ano!

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9 dias para acabar o ano… e todo dia que me perguntam onde vou passar a virada é como se eu dissesse que vou para outro lugar do Planeta. As pessoas me olham engraçado… pensando “que maluca”!!! Mas sim, eu vou para Alter do Chão, no Pará, uma aldeia de pescadores, com trilhas, praias, florestas… e algumas festinhas também!!!

Mas, antes de ir, vou contar de onde surgiu essa ideia… exótica!

Tudo começou no dia 30 de agosto de 2014 que eu já estava nervosa por não saber onde iria ser meu ano novo (sim, eu sou muito planejada nessas datas). Já estava nervosa porque eu não sabia onde queria ir (só sabia que queria Brasil) e ninguém é planejado em fechar o Réveillon com antecedência.

Até que uma amiga me ligou e disse: “Ow… umas amigas minhas vão para o Pará em uma festa que chama Tapajós. Vamos? O problema é que temos que pagar as festas hoje, se não vira o lote e vai ficar bem mais caro.” (por isso que eu gosto de fechar com antecedência).

Fiquei um pouco confusa e comecei a bombardear ela de perguntas: Pará? Onde? O que tem de bom lá? Que programa de índio… será que a festa é boa? E a passagem… deve ser caríssima… e hotel? Onde ficaremos? E por ai foi…

Sentamos cada uma em seu computador e começamos a procurar todas as informações… mas a primeira coisa que fiz foi colocar no Google… e me deparei com algo mais ou menos assim:

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Topei na hora!!!! (mesmo ainda sem saber onde estava me metendo… ah, e continuo sem saber!).

Pesquisamos passagens (ainda tinha como comprar com milhas)… depois procurei pousadas (estava quase tudo cheio… mas encontramos uma)… e logo depois compramos as festas (que dizem que são muito boas… e diferentes)!!

Mas durante os 6 meses do segundo semestre, tivemos alguns problemas… Em novembro recebemos um email da TAM informando que os nossos voos tinham sido cancelados (e foi um inferno para encontrarmos outro… conclusão… teremos que ficar 2 dias a mais no lugar). Também… estamos indo para o Pará ne????? Essa semana liguei na TAM para confirmar os voos… e descobri que as reservas tinham sido canceladas mais uma vez… fiquei muito tempo no telefone até resolver… mas deu tudo certo (mas já estou preparada para qualquer problema no aeroporto… vamos que vamos!!)

Uma coisa boa???? Estava lendo uma revista que listou os 100 lugares mais bonitos do mundo… e Alter do Chão é um deles!!! Outra coisa boa… é que ainda é um lugar desconhecido! Ou seja, não vou encontrar tantos conhecidos de SP como encontramos em Noronha… ou como encontraríamos em Milagres ou Trancoso (os destinos da moda).

Um pouco da Saga de como chegar em Alter do Chão:

IDA: Voo de aproximadamente 7 horas (com escala) com parada em Santarém.

Depois pegaremos um táxi até Alter do Chão (aproximadamente 30 min).

VOLTA: A volta é tarde… e dormiremos no RJ para pegar o avião no dia seguinte cedinho!

POUSADA: Agualinda (diária de aproximadamente R$ 50,00 por pessoa – quarto triplo)

Ah… lá nao tem nenhuma pousada com água quente. Porque dizem que o calor é tanto… que não precisa.

PASSEIOS: impossível achar no Google as dicas de coisas para fazer… tivemos que seguir um guia da agencia que fechamos a festa… e pedi dicas para o pessoal do grupo do Facebook!! E até que conseguimos entender bastante de lá antes de ir e o que fazer durante o dia!!!

Bom… conto mais sobre essa minha nova aventura em 2015! Torçam por mim! E bom ano a todos!

Marcella Romani